A vida de um corredor inclui muita disciplina, não apenas ao que se refere ao treinamento específico, mas também a todo cuidado relacionado à alimentação e à preparação músculo-articular. Essa última, essencial para evitar lesões.
Considerando a intensidade desta atividade e o fato de sua dinâmica tornar impossível a percepção consciente de todo o corpo, a importância de cuidar dos músculos e das articulações é imensa, pois, uma vez lesionado, o corredor terá que trilhar um longo caminho rumo à recuperação que envolve, muitas vezes, a interrupção na prática da corrida, bem como a presença de uma boa dose de desânimo, que pode levar o corredor ao abandono da prática. A ansiedade também é um sentimento que acomete atletas lesionados e, muitas vezes, os leva de volta aos treinos antes do tempo ideal de recuperação. A volta antecipada (ou a volta à intensidade anterior de treino antes da recuperação total), muito mais comum do que a desistência da prática, é bastante preocupante, pois poderá dar início a uma série de reincidências de lesões, gerando alterações intensas de humor, em função da dor física; da sensação de impotência e de perda de capacidade física; e da piora no desempenho.
Diante da necessidade extrema de proteção muitos corredores têm encontrado no Pilates uma saída eficiente e prazerosa. Sua prática promove um fortalecimento muscular eficiente - especialmente de musculaturas mais profundas ou de controle relacionadas à manutenção postural e a proteção articular; aumento da flexibilidade; ganho de equilíbrio muscular e mobilidade articular.
Pensando especificamente no fortalecimento muscular profundo e ganho de mobilidade articular, o Pilates se apresenta como um aliado importante aos atletas de corrida na medida em que prepara o corpo de forma global e profunda para responder a s solicitações dinâmicas da corrida: movimentos complexos e simultâneos com ativação de musculaturas profundas e mecanismos corporais de resposta imediata.
Nesse sentido, o Pilates dá condições ao corpo de se adaptar de forma eficiente às exigências da corrida, através do controle corporal e da integração consciente de todo o corpo. Por meio do equilíbrio muscular e da mobilidade corporal, o impacto sobre as articulações fica menos agressivo, na medida em que há uma melhora na distribuição de sobrecarga.
Por fim, o praticante desenvolve condições de realizar correção e/ou ajuste do "gesto técnico" específico da modalidade - nas aulas de Pilates e durante a corrida propriamente. O resultado de tudo isso é a melhora da performance e do desempenho, por meio de mais fluidez, estabilidade e controle.
O prazer da prática do Pilates fica por conta da liberação de endorfina através, especialmente, do trabalho respiratório e de mobilidade de coluna - onde há muitas terminações nervosas.
Você também poderá realizar um trabalho preventivo e preparatório para a corrida com exercícios funcionais realizados na musculação, em conjunto com exercícios de força e resistência de força (c0nsiderando a adequação de cargas e a periodização do treinamento). Neste caso, o importante é ser acessorado por um treinador experiente, especialista em corrida. No caso do Pilates, preocupe-se com a formação do profissional - cursos rápidos não conseguem formar bons professores de Pilates por causa da complexidade do método, o tempo de experiência que o profissional possui com a modalidade também é um dado importante e , por fim, cheque se ele é um praticante da técnica, pois para ser um bom professor/treinador de Pilates a prática é imprescindível.
Fonte- Psicóloga e Educadora Física Deise Navarro
Contato: dnavarro@versaolivre.com
Consultório: Av. Brig. Faria Lima, 1811, sala 117.
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Deise Navarro é Educadora Física e Psicóloga. Especialista em Pilates, Biomecânica do Movimento Humano e Método Bowen. Professora da Pós- Graduação de Pilates da UNIP |
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